sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Energia Renovável - Energia das Marés e Energia Geotermica

     Energia das Marés



As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento da água e energia potencial devido à sua altura. Energia elétrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório das ondas. O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré alta a água enche o reservatório, passando através da turbina, e produzindo energia elétrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente através da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo energia elétrica.

A desvantagem de se utilizar este processo na obtenção de energia é que o fornecimento não é contínuo e apresenta baixo rendimento. As centrais são equipadas com conjuntos de turbinas bolbo, totalmente imersas na água. A água é turbinada durante os dois sentidos da maré, sendo de grande vantagem a posição variável das pás para este efeito. No entanto existem problemas na utilização de centrais de energia das ondas, que requerem cuidados especiais: as instalações não podem interferir com a navegação e têm que ser robustas para poder resistir às tempestades mas ser suficientemente sensíveis para ser possível obter energia de ondas de amplitudes variáveis. Esta energia é proveniente das ondas do mar. O aproveitamento energético das marés é obtido através de um reservatório formado junto ao mar, através da construção de uma barragem, contendo uma turbina e um gerador.

A maioria das instalações de Centrais de energia das ondas existentes são de potência reduzida, situando-se no alto mar ou junto à costa, e para fornecimento de energia elétrica a faróis isolados ou carregamento de baterias de bóias de sinalização. As instalações de centrais de potência média, apenas tem interesse econômico em casos especiais de geometria da costa. O número de locais no mundo em que esta situação ocorre é reduzido.

As marés são o resultado da combinação de forças produzidas pela atração do sol e da lua e do movimento de rotação da Terra leva à subida e descida da água dos oceanos e mares: as marés. Os movimentos verticais da água dos oceanos, associados à subida e descida das marés é acompanhado num movimento horizontal, denominado por correntes das marés. Estas correntes tem uma periodicidade idêntica à das oscilações verticais. Efeitos das zonas terrestres (bacias hidrográficas e baías, estreitos e canais) provocam restrições a estes movimentos periódicos podendo daí resultar elevadas amplitudes ou elevadas velocidades da corrente da maré.

Nos países como a França, o Japão e a Inglaterra este tipo de energia gera eletricidade. No Brasil, temos cidades com grandes amplitudes de marés, como São Luís - Baía de São Marcos, no Maranhão - com 6,8 metros e em Tutóia com 5,6 metros. Mas nestas regiões, infelizmente, a topografia do litoral não favorece a construção econômica de reservatórios, o que impede seu aproveitamento.


 O Centro de Ciência e Tecnologia da Marinha do Japão estuda formas de obter energia das ondas do mar. Para tanto, começou a testar em julho um gerador flutuante que atende pelo estranho nome de Baleia Poderosa. É uma balsa que foi ancorada na entrada de uma baía com sua frente apontada para a direção das ondas, mede 50 metros de comprimento por 30 de largura e 12 de profundidade, e é dividida internamente em três compartimentos, todos cheios de ar. Trata-se de um sistema engenhoso que converte a energia das ondas em energia pneumática. O balanço das ondas faz com que o nível da água no interior das câmaras suba e desça sem parar, fazendo-as funcionar como pistões gigantes. Quando o nível do mar sobe, a água comprime o ar que é afunilado na direção de uma turbina, movendo suas pás e gerando 110 kW de eletricidade.

Fonte:  ambientebrasil.com.br

Energia Geotermica 

Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido a necessidade de se obter energia elétrica de uma maneira mais limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de eletricidade. Hoje a grande parte da energia elétrica provém da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, métodos esses muito poluentes.

Para que possamos entender como é aproveitada a energia do calor da Terra devemos primeiramente entender como nosso planeta é constituído. A Terra é formada por grandes placas, que nos mantém isolados do seu interior, no qual encontramos o magma, que consiste basicamente em rochas derretidas.
A primeira tentativa de gerar eletricidade de fontes geotérmicas se deu em 1904 em Larderello na região da Toscana, na Itália. Contudo, esforços para produzir uma máquina para aproveitar tais fontes foram mal sucedidos pois as máquinas utilizadas sofreram destruição devido a presença de substâncias químicas contidas no vapor. Já em 1913, uma estação de 250 kW foi produzida com sucesso e por volta da Segunda Guerra Mundial 100 MW estavam sendo produzidos, mas a usina foi destruída na Guerra.
Por volta de 1970, um campo de gêiseres na Califórnia estava produzindo 500 MW de eletricidade. A exploração desse campo foi dramática, pois em 1960 somente 12 MW eram produzidos e em 1963 somente 25 MW. México, Japão, Filipinas, Quénia e Islândia também têm expandido a produção de eletricidade por meio geotérmico.
Na Nova Zelândia o campo de gases de Wairakei, na Ilha do Norte, foi desenvolvido por volta de 1950. Em 1964, 192 MW estavam sendo produzidos, mas hoje em dia este campo está acabando.
Portugal conta com uma moderna central geotérmica em funcionamento na Ilha de São Miguel, Açores, isto para além outra mais antiga, e está a ser acabada uma nova na Ilha Terceira, Açores .
Central Geotérmica (pt-pt) ou Usina geotérmica (pt-br) é um tipo de central elétrica, que utiliza energia geotérmica, o calor que provem do interior da Terra para gerar energia eléctrica. A primeira central deste tipo data de 1904 e consegui por em funcionamento quatro lâmpadas. Nos dias de hoje este tipo de centrais evolui e podem fornecer potências na ordem dos 500 MW instaldos.
A produção de electricidade baseia-se no ciclo de turbina a vapor (ciclo de Rankine). Exemplo deste tipo de central existe na Ilha de São Miguel (Açores).
Na seguinte imagem o esquema de funcionamento http://www3.toshiba.co.jp/power/english/thermal/products/power_gene/image/geo_2.gif[/img]
A eficiência deste tipo de centrais até á uns anos era bastante reduzida. Neste momento esta tecnologia está ainda em evolução e promete grandes vantagens face aos outros tipos de centrais.
Para uma zona vulcânica como é a dos Açores e tão dependente do petróleo, o estudo e desenvolvimento deste tipo de centrais deveria ser incentivado e complementarizado com outras centrais não poluentes (eólicas e solares).
Vantagens:
- Fonte limpa de energia – Não consome recursos escassos – Produção Aceitável
Desvantagens:
- Cria instabilidade Geológica no sítio onde é instalada – Em certos casos pode ser fonte de poluição sonora

Vantagens e desvantagens!!!
Gêiser energia proveniente da Terra
Aproximadamente todos os fluxos de água geotérmicos contém gases dissolvidos, sendo que estes gases são enviados a usina de geração de energia junto com o vapor de água. De um jeito ou de outro estes gases acabam indo para a atmosfera. A descarga de ambos vapor de água e CO2 não são de séria significância na escala apropriada das usinas geotérmicas.
Por outro lado, o odor desagradável, a natureza corrosiva, e as propriedades nocivas do ácido sulfídrico (H2S) são causas que preocupam. Nos casos onde a concentração de ácido sulfídrico (H2S) é relativamente baixa, o cheiro do gás causa náuseas. Em concentrações mais altas pode causar sérios problemas de saúde e até a morte por asfixia.
É igualmente importante que haja tratamento adequado a água vinda do interior da Terra, que invariavelmente contém minérios prejudiciais a saúde. Não deve ocorrer simplesmente seu despejo em rios locais, para que isso não prejudique a fauna local.
Quando uma grande quantidade de fluido aquoso é retirada da Terra, sempre há a chance de ocorrer subsidência na superfície. O mais drástico exemplo de um problema desse tipo numa usina geotérmica está em Wairakei, Nova Zelândia[2] O nível do superfície afundou 14 metros entre 1950 e 1997 e está deformando a uma taxa de 0,22 metro por ano, após alcançar uma taxa de 0,48 metros por ano em meados dos anos 70. Acredita-se que o problema pode ser atenuado com re-injeção de água no local.
Há ainda o inconveniente da poluição sonora que afligiria toda a população vizinha ao local de instalação da usina, pois, para a perfuração do poço é necessário o uso de maquinário semelhante ao usado na perfuração de poços de petróleo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Você Conhece as Belezas Naturais e Culturais do Tocantins?

Gruta da Lapa - Arraias/TO

Se você é daquelas pessoas que vivem procurando lugares exóticos e paradisíacos para o próximo feriado sem precisar ir para muito longe, então você vai gostar muito dessa postagem. Imagens belíssimas de lugares turísticos do Tocantins.

Associação Capim Dourado - Mateiros/T​O

Você ficará admirado com as riquezas que o Tocantins oferece. Faça seu roteiro de viagens Acessando o link a seguir: https://picasaweb.google.com/100874799410635965578
Em breve farei mais postagens sobre turismo no Tocantins. Fiquem Atentos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Gato que Brilha no Escuro?!!. Isso só podia ser alguma Pesquisa Científica


Vejam que coisa interessante, um gato que brilha no escuro, e olha que não estou falando dos olhos hen! Isso foi uma experiência de transgenia envolvendo genes de macaco e medusa em um gato.
Tudo isso para alcançar dois objetivos: o gato geneticamente modificado brilha e é imune a AIDS.
Claro, brilhar no escuro tem função cientifica. O gene que produz a Proteína Fluorescente Verde (retirado da água-viva Aequorea victoria) foi inserido ao lado do gene antiviral (encontrado no macaco-rhesus, o mesmo do fator Rh) para identificar as células onde estiver inserido.
O tal gene antiviral produz a proteína TRIMCyp, que faz as células T (presentes no sangue, combatendo infecções) resistirem ao vírus da AIDS em “uma ampla gama de espécies”, conforme diz o doutor Laurence Tiley da Universidade de Cambridge.
O Dr. Poeschia, líder da equipe responsável pela pesquisa na Clínica Mayo, acredita que a pesquisa ajudará bixanos e humanos:
Uma das melhores coisas sobre esta pesquisa biomédica é que ela tem como objetivo beneficiar tanto a saúde humana quanto a saúde felina. Se pudermos mostrar que o resultado pode proteger esses animais, ele nos dará muitas informações sobre como proteger humanos.
Os primeiros testes envolveram a exposição de células extraídas do gato ao vírus, e foram um sucesso. O próximo passo é injetar o vírus no pequeno Tabbies – o gato.
Pergunta: Qual o seu ponto de vista sobre o uso de animais em pesquisas científicas?
façam suas postagens.

Surpresa! Bionic Arch em Taiwan será a torre mais "VERDE" do mundo.


Quando o aeroporto de Taichung em Taiwan foi transferido de lugar, os urbanistas da cidade procuraram redesenvolver a área do antigo aeroporto como um “oásis vibrante”, que exibisse as melhores e mais recentes tecnologias  ecologicamente sustentáveis – ou verdes – e focasse em estratégias sustentáveis e simbióticas. O resultado: a torre Bionic-Arch com emissão zero.
Esta foi a ideia vencedora da competição de design para o parque. O Bionic-Arch, criado pela Vincent Callebaut Architects, tem um orçamento de US$85 milhões. Ele será 100% autossuficiente com emissão zero de CO2 (certificação LEED Diamond) e vai integrar florestas verticais e paisagismo, assim como paredes com plantas e jardins elevados. A torre gera tanto energia solar como eólica, e emprega biotecnologia e tecnologia botânica para fornecer energia aos moradores do edifício. Com 119m, ela será a torre mais alta do centro de Taiwan.

A Torre Taisun ainda está no estágio de design, mas será interessante ver como ela vai se comparar ao novo World Trade Center – possivelmente o arranha-céu mais verde do mundo – quando estiver completa.
Bem que poderia haver vários concursos desse tipo mundo afora, quem sabe assim as tecnologias verdes estariam mais evoluídas.

Ação Global Online Contra a Mudança Climática

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, iniciou ontem um evento de escala global chamado ’24 Horas de Realidade’, que acontece em diversos países do mundo, com transmissão ao vivo pela internet, em 13 idiomas. No Brasil o evento acontecerá no Rio de Janeiro, às 19h de hoje. Este movimento é parte do ‘The Climate Reality Project’ de Al Gore, conhecido por se engajar em discussões sobre a ação humana sobre o clima.

’24 Horas de Realidade’ é uma série de apresentações e debates, sobre as mudanças climáticas recentes, as consequências destas mudanças e possíveis soluções que partam da ação humana para, pelo menos, desacelerar o aquecimento global. O evento pretende chamar a atenção do mundo para esta causa.

A cada hora irá ao ar uma apresentação de Al Gore, seguida de debate por especialistas e parceiros locais, em cada um dos fusos horários em que o projeto será exibido (a lista completa, com os horários, pode ser vista no site). A campanha pede mobilização social, divulgação da ideia na internet e atitudes pessoais de sustentabilidade, para este projeto, a mudança climática não é permanente, nem irreversível.

"A hora de encarar a realidade é agora. 24 Horas de Realidade conectará oceanos e culturas - em todos os fusos-horários - para unir o mundo de forma a enfatizar a crise climática e trazer soluções para esse problema", disse Al Gore no início do evento.

Junto à transmissão há uma caixa de diálogo, um espaço para os internautas enviarem comentários simultaneamente à transmissão, onde os expectadores podem interagir entre si, enviando comentários de suas redes sociais, e também assistindo aos vídeos de outros locais do projeto.
Veja também neste blog:< http://euambientalista.blogspot.com/2011/07/especialista-fala-sobre-impactos-do.html >

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Impactos Ambientais na Construção de Hidrelétricas



Os impactos ambientais das usinas hidrelétricas são motivos de inúmeros debates atualmente. Como praticamente qualquer atividade econômica, as hidrelétricas causam impactos negativos ao ambiente. A grande questão dos cientistas é saber qual a real dimensão do impacto e como eles podem ser amenizados, já que, dentro das fontes energéticas atuais, as hidrelétricas são consideradas fontes de energia renovável, ao contrário das fontes energéticas à base de combustíveis fósseis.

Pequena observação: Dizem que energia gerada a partir de hidrelétricas é limpa e renovável, por quê? Se sabemos de todos os impactos que a construção de uma usina hidrelétrica pode causar.

A verdade é que o critério usado para dizer se um tipo ou outro de energia provém de fonte limpa e renovável está na sua “produção”, ou seja, se ela está de alguma maneira agredindo (poluindo) o meio ambiente no exato momento de sua produção.

Os primeiros impactos ambientais acontecem durante a construção das hidrelétricas. Como já foi visto, para que a usina funcione é necessário um reservatório. Sua construção acaba afetando fortemente o clima, a fauna e flora local. De uma hora para outra, a floresta vira lago. Além do desmatamento, muitas espécies acabam submersas e, consequentemente, morrem, criando uma espécie de limbo. Essa flora, em alguns casos, chega a atrapalhar o próprio funcionamento das turbinas da usina no primeiro momento, implicando em limpezas sistemáticas das mesmas.

Muitas espécies animais acabam fugindo do seu habitat natural durante a inundação. No caso da construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, um exemplo de má administração das questões ambientais na construção, cientistas relatam a fuga em massa de macacos, aves e outras espécies durante os dois meses que durou a inundação do lago de 2.430 km2. A estimativa é que apenas 1% das espécies sobreviveram em Tucuruí. Obviamente, a mitigação desse problema pode ser feita com o remanejamento antecipado das espécies, mesmo assim, algumas espécies correm o risco de não se adaptarem ao novo habitat.

Já as espécies aquáticas sofrem um impacto ainda maior. Como a hidrelétrica é composta também de uma barragem, o fluxo natural dos peixes acaba sendo interrompido drasticamente, principalmente para as espécies de piracema. A consequência é a proliferação de determinadas espécies em relação a outras. Para tentar amenizar o problema são construídas escadas nas barragens para que os peixes migratórios possam circular. A concepção de degraus é para evitar que algumas espécies morram de exaustão ao tentar repetir o seu fluxo natural de migração.

Soma-se a esse impacto, a eutrofização das águas, que é o excesso de nutrientes, aumenta a proliferação de micro-organismos, causa comum de poluição de águas, podendo causar também consequências para o homem, como, por exemplo, epidemias.
Outro problema é a mudança climática que os lagos podem causar. Afinal, como já foi dito, onde havia floresta agora há um lago, o que pode elevar a temperatura ambiente e mudar o ciclo das chuvas.

Outra polêmica ainda inconclusa sobre os impactos ambientais de uma usina hidrelétrica é a emissão de gases poluentes. Durante suas construções e funcionamento, as usinas hidrelétricas emitem gás carbônico (CO2) e metano (CH4), dois dos principais causadores do aumento prejudicial do efeito estufa. A questão é saber se esse impacto é tão grande quanto das termoelétricas movidas a carvão mineral, consideradas atualmente, junto com os veículos à gasolina, as grandes vilãs do aquecimento global. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa) constataram que, na usina de Balbina, no Amazonas, as emissões desses gases podem chegar a ser 10 vezes maior que as das termoelétricas. Este e outros estudos, no entanto, ainda estão limitados a um determinado período de tempo.


Tirando o natural do desastre natural

A construção de represas é um feito da engenharia. São estruturas imensas e seus reservatórios represam um enorme volume de água. A represa chinesa Zipingpu, por exemplo, com profundidade equivalente a um prédio de 50 andares, tem capacidade para armazenar mais de um bilhão de metros cúbicos de água vindos do rio Minjiang. O peso e as características de lubrificação daquela água podem ter desencadeado o terremoto em 2008.

É simples se pensarmos em termos de estado natural do solo. A terra que está embaixo do rio está acostumada a suportar certa quantidade de água. A água exerce um estresse no solo e se infiltra no solo até uma determinada profundidade, dependendo do estado natural de um determinado corpo da água.

Quando um rio é represado e seu volume de água é expandido e contraído com um reservatório, suas características naturais mudam – às vezes, de maneira rápida e drástica. Nós estamos mais familiarizados com mudanças que se manifestam por meio de deslizamentos de terra, quando a água desmancha o solo que suporta pedras nas montanhas, e a elevação e diminuição sazonais da água de reservatórios exerce pressão variável sobre a terra. Em 1963, um dos piores deslizamentos de terra da história ocorreu no norte da Itália e devastou uma vila inteira com 2.500 pessoas. Isso ocorreu quando 300 milhões de metros cúbicos de rochas caíram no reservatório Vaiont formando uma onda que superou a represa de 261 metros e varreu a cidade localizada rio abaixo [fonte: IR].

Dezenas de deslizamentos de terra na China foram atribuídos à construção da Hidrelétrica Três Gargantas que cruza o rio Yangtze [fonte: Hvistendahl ]. Em 2003, um mês após ser iniciado o enchimento da barragem, um deslizamento de terra matou 14 pessoas. Dezenas de outros acidentes aconteceram em 2006, depois que o nível de água aumentou novamente. Já em 2007, um ônibus foi engolido por um deslizamento.

Os mecanismos em ação quando o represamento provoca deslizamentos de terra são similares ao que causam terremotos. Mas no caso de tremores de terra, os efeitos acontecem debaixo da superfície.


Sismo induzido por reservatórios: fazendo a Terra se mover

Até recentemente, o pior terremoto atribuído à atividade de uma represa aconteceu na porção ocidental da Índia, em 1967. Três anos depois de completada a construção da represa Koyna, um terremoto atingiu a magnitude de 6,5, matando 180 pessoas.

O fenômeno de terremotos provocados por uma represa é conhecido como sismo induzido por reservatórios e, basicamente, eles acontecem da seguinte maneira: Quando uma represa é construída e seu reservatório é cheio com água, a pressão equivalente exercida na terra naquela área muda drasticamente. Quando o nível de água chega ao limite, a pressão no solo aumenta; quando o nível de água abaixa, a pressão também diminui. Essa variação causa um estresse no delicado balanço das placas tectônicas debaixo da superfície, podendo levá-las a se mover.

Outro fator é a própria água. Quando a pressão da água aumenta, mais água penetra no solo, preenchendo rachaduras e fissuras no local. Toda essa pressão da água pode expandir essas rachaduras e criar novas fissuras nas rochas, causando instabilidade no solo. Além disso, conforme a água se aprofunda, pode agir como lubrificante para as placas rochosas que estão presas apenas pela fricção. Essa lubrificação pode causar o deslizamento dessas placas.

No caso de terremotos, é difícil provar que é o culpado seja uma represa. É complicado saber exatamente o que acontece debaixo da superfície, com muitas possibilidades para levar em conta. Por exemplo, no caso do terremoto em Sichuan, em 2008, ainda não se chegou a uma conclusão. Enquanto 730 terremotos de baixa intensidade foram registrados durante o primeiro ano em que o reservatório Zipingpu foi cheio, em 2004, muitos cientistas acreditam que são necessárias mais pesquisas antes de se afirmar que a barragem está diretamente relacionada com um tremor maior [fonte: LaFraniere].

Entretanto, uma coisa que nós sabemos é que uma represa não pode causar um terremoto sozinha. Os fatores de risco, especificamente falhas instáveis, já devem estar no local. Embora, sob certas condições do local, uma represa possa causar danos mais cedo do que ocorreria naturalmente, e talvez aumentar sua intensidade - esse é o motivo do porquê construir uma represa sobre uma falha conhecida é muito perigoso.
Por isso muitos cientistas advertem sobre os terríveis resultados na Hidrelétrica Três Gargantas, na China, com a construção sobre falhas em Jiuwanxi e Zigui-Badong. Muitos dizem que é uma questão de tempo até que ocorra um terremoto de grande intensidade, possivelmente igual ao que aconteceu na Província de Sichuan, em 2008.






terça-feira, 13 de setembro de 2011

USINA de BELO MONTE, Uma Péssima Idéia.

Críticas por todo o mundo, inúmeros protestos são realizados Brasil afora para que essa imensurável  agressão ao Meio Ambiente e à Cultura de um povo não seja permitida.
Devemos alardear o máximo que pudermos e o quanto antes para sensibilizar o máximo possivel de pessoas para que essa mobilização se torne ainda maior e enfática para os "olhos do governo", (o maior interessado na realização desse projeto catastrófico).
Estou fazendo minha parte, e você, vai ficar aí parado?!
No vídeo abaixo dá para ter uma noção do tamanho do Impácto Ambiental que essa usina irá causar (se feita).
No link abaixo você poderá assinar a petição para pararem com a construção da usina: https://salsa.democracyinaction.org/o/2486/p/dia/action/public/?action_KEY=4772
Ajamos com Urgência, a Natureza tem pressa!!

Saiba mais sobre a hidrelétrica Belo Monte acessando o link:http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp 
Abrace essa Nobre Causa.

BIORREMEDIAÇÃO: Entenda um pouco mais

Fonte: Google Imagens A biorremediação é a técnica que consiste na aplicação de processos biodegradáveis no tratamento de resíduos p...