sábado, 2 de abril de 2016

BIORREMEDIAÇÃO: Entenda um pouco mais

Fonte: Google Imagens

A biorremediação é a técnica que consiste na aplicação de processos biodegradáveis no tratamento de resíduos para recuperar e regenerar ambientes (principalmente água e solo) que sofreram impactos negativos, mantendo o equilíbrio biológico em ecossistemas. Também é chamada de biotecnologia ambiental, por usar, de forma controlada, processos microbiológicos que ocorrem normalmente na natureza para remover poluentes.

Especificamente, a biorremediação atua através da introdução de processos biológicos adicionais para a decomposição dos resíduos que favorecem e incrementam a velocidade do processo natural de degradação. A grande maioria dos compostos orgânicos conhecidos, de origem animal ou vegetal, bem como muitos agentes químicos tóxicos, podem ser biodegradáveis através de técnicas de biorremediação.

Os microrganismos, agentes da biorremediação, estão presentes em todos os lugares e em populações variáveis. Porém a interferência humana no meio ambiente, particularmente a acumulação de grandes quantidades de resíduos orgânicos e de elementos tóxicos, afeta o equilíbrio ecológico de duas formas:

1.    Pode destruir um ou mais elementos da cadeia alimentar, rompendo o equilíbrio entre os organismos. Consequentemente, fontes de nutrientes não serão mais recicladas, ocorrendo acumulação de resíduos potencialmente perigosos e proliferação de organismos patogênicos;

2.    O excesso de resíduos não só destrói o equilíbrio natural em um ecossistema como também leva à destruição de habitats naturais (por exemplo, poluição da água) e coloca em risco a saúde humana.

É comum ocorrer em sistemas de tratamento de efluentes desequilíbrios no processo biológico que refletem em consequências negativas como: baixa eficiência do tratamento, exalação de odores desagradáveis, acúmulo de sólidos, depósito de gorduras, etc. Os fatores que levam a esse desequilíbrio podem ser devidos a sobrecargas, alterações bruscas de pH, concentrações excessivas de agentes de limpeza, detergentes, branqueadores, produtos químicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos, causando reduções nas populações microbianas e queda da atividade biológica.

Uma das técnicas mais utilizadas da biorremediação é a aplicação de microrganismos selecionados (bioaumentação), que acelerem o processo de degradação da matéria orgânica, para incrementar a população microbiana no sistema de tratamento, recuperando e/ou aumentando a eficiência do processo biológico.

(via UENF)

Após um ano, uso de sacolas plásticas caiu 70% em São Paulo

Fonte: Google Imagens

Após um ano, paulistanos consomem 70% menos sacolas plásticas. As sacolas verdes e cinzas, adotadas em janeiro de 2015 na cidade de São Paulo, ajudaram a reduzir o consumo desse tipo de embalagem. O dado é da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

As sacolinhas são bioplásticas, pois possuem 51% de matéria-prima renovável na sua composição, como cana-de-açúcar e amido de milho e, por isso, agridem menos o meio ambiente. A de cor verde é destinada somente para material reciclável como papel, plástico, vidro e garrafa PET, que deve ser limpo e acondicionado nas sacolinhas.

As sacolas plásticas verdes foram feitas especialmente para facilitar a coleta seletiva da cidade. No entanto, isso não impede que, caso não tenha uma em casa, o morador faça a separação e limpeza e use outro tipo de sacola ou saco de lixo comum.

Tão importante quanto separar é colocar os recicláveis na calçada apenas no dia e horário da coleta seletiva da sua rua. Vale lembrar que a sacolinha cinza não deve ser utilizada para essa finalidade. Quem ainda não é atendido pela coleta seletiva pode, caso deseje, levar os materiais para um Ecoponto ou Ponto de Entrega Voluntário - PEV.

Para a publicitária Alessandra Silveira, 42 anos, a sacolinha serviu como ferramenta educativa em sua casa. “O sistema de sacolinhas ajudou na conscientização da família, principalmente das crianças. Hoje, todos participam da separação e gostam de fazê-la”, diz a paulistana, moradora da Vila Mariana.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CO2 PODERÁ SER UTILIZADO COMO COMBUSTÍVEL


Já pensou como seria se o CO2 pudesse ser usado como combustível?! Pois é, encontraram uma forma de fazer isso. Um novo material que não apenas captura o dióxido de carbono (CO2) – gás que mais contribui para as mudanças climáticas – mas também o converte em combustível. Assim é o tetrâmetro de cobre, descoberto recentemente pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos. O novo composto consiste em pequenos grupos de quatro átomos de cobre, unidos por uma camada fina de óxido de alumínio.
Os tetrâmeros de cobre se ligam ao CO2 e ajudam a acelerar sua conversão em metanol, que pode ser armazenado ou queimado em forma de combustível. Uma possível aplicabilidade do sistema seria sua instalação no interior de uma chaminé, a fim de capturar os gases do efeito estufa antes mesmo que eles fossem liberados na atmosfera.

Catalisador de cobre

Atualmente, o processo industrial usado para transformar dióxido de carbono em metanol usa um catalisador de cobre, óxido de zinco e óxido de alumínio. A questão é que essa tecnologia é pouco eficiente, uma vez que o número de átomos de carbono capturados pelo sistema é mínimo. Mas o catalisador criado pelos cientistas do governo americano ainda está longe de estar pronto para ser usado em larga escala.

Durabilidade incerta

Até agora, os cientistas conseguiram fabricar apenas pequenas quantidades do material, cuja durabilidade em longo prazo ainda é incerta. "Existe uma chance de que os tetrâmeros de cobre se decomponham quando colocados em um ambiente industrial. Por isso, garantir sua durabilidade é um passo crítico para o futuro da pesquisa", explica Larry Curtiss, pesquisador do Departamento de Energia americano que participou do estudo.

Fonte: EcoD /Foto: John Giles/PA

CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: PARADIGMA INSTALADO E PONTOS DE DIVERGÊNCIA


Os problemas ambientais atingem hoje todas as pessoas do globo terrestre, estes agravantes podem ser desde pequenos danos até catástrofes ambientais, sendo, em grande parte, iniciadas ou influenciadas por ações antrópicas. Por outro lado, as discussões ambientais não têm atingido, de forma profunda, todos os povos da terra, deixando uma grande lacuna entre o conhecimento do desenvolvimento sustentável e do consumismo.
De acordo com Pires (1998), o desenvolvimento sustentável permaneceu de forma marginal ao se formular seu conceito, pois houve uma tentativa de associar desenvolvimento econômico a ele, estando esse fator, atrelado como condição e objetivo principal. Não obstante, há uma enorme discrepância de ideologias entre ‘crescimento econômico’ e ‘desenvolvimento sustentável’, onde o primeiro realiza o contrário do que prega o segundo.
Temos, portanto, no crescimento econômico, o forte e inegável apelo ao consumismo que quase sempre é propagado de forma a ocultar os prejuízos e os impactos negativos deixados no meio. Este dissemina a aquisição desenfreada de bens de consumo e promove a contínua extração de recursos naturais, minando-os de forma perversa. Isso nos leva a se perguntar: pode haver, de fato, crescimento econômico sustentável? Isso vai depender do que é considerado ‘desenvolvimento sustentável’ dentro do viés econômico.
De acordo com o Relatório Brundtland (1987), desenvolvimento sustentável é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades”. Isso, conforme pontuam Struett e Costa (2014), não abarca todos os seres vivos do planeta, mas apenas os seres humanos, o que coloca o homem, mais uma vez, como centro do universo.
Numa melhor conceituação, o DATAPREV (2012) citado por Struett e Costa (2014) considera desenvolvimento sustentável como um fator que deve abranger diversos outros aspectos, o que é mais aceitável para a comunidade científica, pois coloca o homem inserido no ecossistema e não superior a ele. Isso deixa mais clara a ideia de que qualquer impacto que o homem provocar ao meio, seja positivo ou negativo, terá um retorno.
O desenvolvimento sustentável, em detrimento ao crescimento econômico, busca o equilíbrio entre a velocidade de uso de recursos naturais e o tempo de resiliência do planeta. Assim, o consumo seria baseado no potencial de recuperação do ambiente e proporcionaria um grande bem estar a todos os serres vivos da terra.
Dessa forma, tanto as ideologias quanto os conceitos, são grandemente divergentes na atualidade. O conceito de desenvolvimento sustentável necessita ser mudado na consciência das pessoas, a fim de que mudem suas práticas e comportamentos em prol de uma verdadeira sustentabilidade. 

REFERÊNCIAS

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Nosso futuro comum – Relatório de Brundtland. Genebra: ONU, 1987.

PIRES, Mauro de Oliveira. A Trajetória do Conceito de Desenvolvimento Sustentável na Transição de Paradigmas. In: BRAGA, Maria Lúcia de Santana; DUARTE, Laura Maria Goulart (Org.). Tristes Cerrados - Sociedade e Biodiversidade. Brasília, Paralelo 15, 1998.

STRUETT, Mirian Aparecida Micarelli; COSTA, Tiago Ribeiro. Meio ambiente e a Sociedade Sustentável. Publicação revista e atualizada, Maringá - PR, 2014. 77 p.

Rogers Nogueira
Autor do Artigo

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

IMPACTOS PROVOCADOS PELA CONSTRUÇÃO DE HIDRELÉTRICAS



Os impactos ambientais das usinas hidrelétricas são motivos de inúmeros debates atualmente. Como praticamente qualquer atividade econômica, as hidrelétricas causam impactos negativos ao ambiente. A grande questão dos cientistas é saber qual a real dimensão do impacto e como eles podem ser amenizados, já que, dentro das fontes energéticas atuais, as hidrelétricas são consideradas fontes de energia renovável, ao contrário das fontes energéticas à base de combustíveis fósseis.

Pequena observação: Dizem que energia gerada a partir de hidrelétricas é limpa e renovável, por quê? Se sabemos de todos os impactos que a construção de uma usina hidrelétrica pode causar.

A verdade é que o critério usado para dizer se um tipo ou outro de energia provém de fonte limpa e renovável está na sua “produção”, ou seja, se ela está de alguma maneira agredindo (poluindo) o meio ambiente no exato momento de sua produção.

Os primeiros impactos ambientais acontecem durante a construção das hidrelétricas. Como já foi visto, para que a usina funcione é necessário um reservatório. Sua construção acaba afetando fortemente o clima, a fauna e flora local. De uma hora para outra, a floresta vira lago. Além do desmatamento, muitas espécies acabam submersas e, consequentemente, morrem, criando uma espécie de limbo. Essa flora, em alguns casos, chega a atrapalhar o próprio funcionamento das turbinas da usina no primeiro momento, implicando em limpezas sistemáticas das mesmas. 

Muitas espécies animais acabam fugindo do seu habitat natural durante a inundação. No caso da construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, um exemplo de má administração das questões ambientais na construção, cientistas relatam a fuga em massa de macacos, aves e outras espécies durante os dois meses que durou a inundação do lago de 2.430 km2. A estimativa é que apenas 1% das espécies sobreviveram em Tucuruí. Obviamente, a mitigação desse problema pode ser feita com o remanejamento antecipado das espécies, mesmo assim, algumas espécies correm o risco de não se adaptarem ao novo habitat.

Já as espécies aquáticas sofrem um impacto ainda maior. Como a hidrelétrica é composta também de uma barragem, o fluxo natural dos peixes acabam sendo interrompido drasticamente, principalmente para as espécies de piracema. A consequência é a proliferação de determinadas espécies em relação a outras. Para tentar amenizar o problema são construídas escadas nas barragens para que os peixes migratórios possam circular. A concepção de degraus é para evitar que algumas espécies morram de exaustão ao tentar repetir o seu fluxo natural de migração.

Soma-se a esse impacto, a eutrofização das águas, que é o excesso de nutrientes, aumenta a proliferação de micro-organismos, causa comum de poluição de águas, podendo causar também consequências para o homem, como, por exemplo, epidemias.
Outro problema é a mudança climática que os lagos podem causar. Afinal, como já foi dito, onde havia floresta agora há um lago, o que pode elevar a temperatura ambiente e mudar o ciclo das chuvas. 

Outra polêmica ainda inconclusa sobre os impactos ambientais de uma usina hidrelétrica é a emissão de gases poluentes. Durante suas construções e funcionamento, as usinas hidrelétricas emitem gás carbônico (CO2) e metano (CH4), dois dos principais causadores do aumento prejudicial do efeito estufa. A questão é saber se esse impacto é tão grande quanto das termoelétricas movidas a carvão mineral, consideradas atualmente, junto com os veículos à gasolina, as grandes vilãs do aquecimento global. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa) constataram que, na usina de Balbina, no Amazonas, as emissões desses gases pode chegar a ser 10 vezes maior que as das termoelétricas. Este e outros estudos, no entanto, ainda estão limitados a um determinado período de tempo.


Tirando o natural do desastre natural

A construção de represas é um feito da engenharia. São estruturas imensas e seus reservatórios represam um enorme volume de água. A represa chinesa Zipingpu, por exemplo, com profundidade equivalente a um prédio de 50 andares, tem capacidade para armazenar mais de um bilhão de metros cúbicos de água vindos do rio Minjiang. O peso e as características de lubrificação daquela água podem ter desencadeado o terremoto em 2008.

É simples se pensarmos em termos de estado natural do solo. A terra que está embaixo do rio está acostumada a suportar certa quantidade de água. A água exerce um estresse no solo e se infiltra no solo até uma determinada profundidade, dependendo do estado natural de um determinado corpo da água.

Quando um rio é represado e seu volume de água é expandido e contraído com um reservatório, suas características naturais mudam – às vezes, de maneira rápida e drástica. Nós estamos mais familiarizados com mudanças que se manifestam por meio de deslizamentos de terra, quando a água desmancha o solo que suporta pedras nas montanhas, e a elevação e diminuição sazonais da água de reservatórios exerce pressão variável sobre a terra. Em 1963, um dos piores deslizamentos de terra da história ocorreu no norte da Itália e devastou uma vila inteira com 2.500 pessoas. Isso ocorreu quando 300 milhões de metros cúbicos de rochas caíram no reservatório Vaiont formando uma onda que superou a represa de 261 metros e varreu a cidade localizada rio abaixo [fonte: IR].

Dezenas de deslizamentos de terra na China foram atribuídos à construção da Hidrelétrica Três Gargantas que cruza o rio Yangtze [fonte: Hvistendahl ]. Em 2003, um mês após ser iniciado o enchimento da barragem, um deslizamento de terra matou 14 pessoas. Dezenas de outros acidentes aconteceram em 2006, depois que o nível de água aumentou novamente. Já em 2007, um ônibus foi engolido por um deslizamento.

Os mecanismos em ação quando o represamento provoca deslizamentos de terra são similares ao que causam terremotos. Mas no caso de tremores de terra, os efeitos acontecem debaixo da superfície.


Sismo induzido por reservatórios: fazendo a Terra se mover

Até recentemente, o pior terremoto atribuído à atividade de uma represa aconteceu na porção ocidental da Índia, em 1967. Três anos depois de completada a construção da represa Koyna, um terremoto atingiu a magnitude de 6,5, matando 180 pessoas.

O fenômeno de terremotos provocados por uma represa é conhecido como sismo induzido por reservatórios e, basicamente, eles acontecem da seguinte maneira: Quando uma represa é construída e seu reservatório é cheio com água, a pressão equivalente exercida na terra naquela área muda drasticamente. Quando o nível de água chega ao limite, a pressão no solo aumenta; quando o nível de água abaixa, a pressão também diminui. Essa variação causa um estresse no delicado balanço das placas tectônicas debaixo da superfície, podendo levá-las a se mover.

Outro fator é a própria água. Quando a pressão da água aumenta, mais água penetra no solo, preenchendo rachaduras e fissuras no local. Toda essa pressão da água pode expandir essas rachaduras e criar novas fissuras nas rochas, causando instabilidade no solo. Além disso, conforme a água se aprofunda, pode agir como lubrificante para as placas rochosas que estão presas apenas pela fricção. Essa lubrificação pode causar o deslizamento dessas placas.

No caso de terremotos, é difícil provar que é o culpado seja uma represa. É complicado saber exatamente o que acontece debaixo da superfície, com muitas possibilidades para levar em conta. Por exemplo, no caso do terremoto em Sichuan, em 2008, ainda não se chegou a uma conclusão. Enquanto 730 terremotos de baixa intensidade foram registrados durante o primeiro ano em que o reservatório Zipingpu foi cheio, em 2004, muitos cientistas acreditam que são necessárias mais pesquisas antes de se afirmar que a barragem está diretamente relacionada com um tremor maior [fonte: LaFraniere].

Entretanto, uma coisa que nós sabemos é que uma represa não pode causar um terremoto sozinha. Os fatores de risco, especificamente falhas instáveis, já devem estar no local. Embora, sob certas condições do local, uma represa possa causar danos mais cedo do que ocorreria naturalmente, e talvez aumentar sua intensidade - esse é o motivo do porquê construir uma represa sobre uma falha conhecida é muito perigoso.
Por isso muitos cientistas advertem sobre os terríveis resultados na Hidrelétrica Três Gargantas, na China, com a construção sobre falhas em Jiuwanxi e Zigui-Badong. Muitos dizem que é uma questão de tempo até que ocorra um terremoto de grande intensidade, possivelmente igual ao que aconteceu na Província de Sichuan, em 2008.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PRIPYAT, CHERNOBYL

A melancolia e a desolação de Pripyat demonstrada neste pequeno vídeo que vale a pena ver. 

Link: Pripyat, Chernobyl

Breve Histórico

Chernobyl, na Ucrânia, ainda guarda as marcas da explosão do reator 4, que espalhou radiação pelo país e pelos territórios vizinhos em 26 de abril de 1986. Na época, a usina era responsável pela produção de cerca de 10% da energia utilizada na Ucrânia. Com quatro reatores e mais dois em construção, Chernobyl era um símbolo do avanço da União Soviética. As causas da tragédia nuclear ainda são motivo de discussão, alguns especialistas apontam erros humanos, enquanto outros avaliam erros no projeto, a razão mais aceita é a união das duas falhas. No dia da explosão estava agendado um procedimento de rotina no reator 4, ele seria desligado e os responsáveis aproveitaram para fazer um teste, um problema de resfriamento fez com que o teste terminasse de forma trágica. O acidente lançou 70 toneladas de urânio e 900 de grafite na atmosfera.  
Após a explosão, milhares de trabalhadores foram enviados ao local para combater as chamas e garantir a resfriação do reator. Conhecidos como “liquidadores”, esses homens perderam a vida no combate ao incêndio. Na segunda etapa, para conter a radiação, trabalhadores sem equipamento adequado passaram seis meses construindo uma estrutura de isolamento, o “sarcófago”. O alto nível de radiação afetou as regiões no entorno da usina, chegando a uma área de 100 mil km. A cidade que abrigava os trabalhadores de Chernobyl era Prypiat, construída para essa função em 1970. A orientação para deixar as casas só veio 30 horas depois do acidente, os habitantes tiveram 40 minutos para pegar os itens de maior necessidade e sair da cidade. Eles foram avisados que poderiam voltar em três dias. A área, porém, passou a fazer parte da zona de exclusão estabelecida no entorno da usina e Prypiat virou uma cidade fantasma. Os soviéticos tentaram esconder o acidente, mas os níveis de radiação foram detectados em outros países. A primeira notícia sobre a explosão saiu no dia 29, na Alemanha, três dias depois do ocorrido. A usina chegou a continuar em funcionamento, com turnos menores, e passou por dois princípios de incêndio, em 1991 e 1996. 
O governo soviético admitiu 15 mil mortes, enquanto organizações não governamentais calculam 80 mil. Segundo números oficiais, 2,4 milhões de ucranianos sofrem de problemas de saúde relacionados ao acidente. Ainda hoje, 27 anos depois, 6% do PIB ucraniano é destinado aos efeitos da tragédia, como pagamento de indenização às vítimas. Um museu foi construído na capital Kiev para lembrar Chernobyl e as pessoas afetadas pela radiação.

Para entender melhor assista todo este documentário: 

https://www.youtube.com/watch?v=iaYkMFDYptM 

Fonte: youtube, Educação Globo

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Usinas Nucleares, Por que Não?


Ultimamente temos ouvido muito sobre Usinas Nucleares. Inclusive, segundo o site da BBC Brasil, depois do ocorrido em Fukushima, 79% de brasileiros são contra a construção de novas Usinas Nucleares. Mas vamos entender melhor o porquê de tanto temor.
Antes de tudo devo dizer que a energia produzida através de reação nuclear é tida como “energia limpa”. Calma, vamos entender as razões. Até hoje o conceito de energia limpa é: aquela que não polui durante o processo de geração da energia. Temos, por exemplo, as usinas hidrelétricas, as quais produzem energia chamada de “energia limpa”. Todavia sabemos o quão extraordinários são os impactos negativos das hidrelétricas sobre o meio. Da mesma forma são as usinas nucleares, pois não poluem no momento em que geram energia. Contudo, seus resíduos jamais poderão ser destruídos ou absorvidos pelo meio ambiente. Pergunta: e o que é feito com esse resíduo? (Veja o vídeo sobre resíduos Nucleares: https://www.youtube.com/watch?v=OyFMPa5cyjE) Outro fator discutido é o nível de segurança dessas usinas. Muitos especialistas dizem ser um método com mínimas chances de dar errado e defendem a produção de energia por esse meio. Beleza. Acontece que quando ocorre algo errado, como aconteceu em Chernobyl em 26 de abril de 1986, EUA em 28 de março de 1979, Japão, 12 de março de 2011, Rússia, abril de 1993, entre tantos outros, a situação é irreversível e os impactos e prejuízos incalculáveis. Vejam este vídeo sobre a tragédia em Chernobyl e tirem suas próprias conclusões: https://www.youtube.com/watch?v=iaYkMFDYptM
Eu Ambientalista Opina: Entendemos que existem fontes de energias limpas, “realmente limpas” em abundância no meio ambiente, além disso, existem centenas de projetos interessantíssimos sobre produção limpa de energia, ou com baixo impacto. Aqui mesmo no Brasil temos ótimos inventores e projetos que realmente dariam certo, o que falta é investimento. Falta levar a sério o problema social, ambiental e econômico na produção de energias “sujas” chamadas de limpas, e, diga-se de passagem, o conceito de energia limpa precisa mudar urgentemente.
E você, o que pensa a respeito?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Gerenciamento de resíduos sólidos em Palmas-TO


 


Os problemas causados pelos resíduos sólidos não são novos, porém, eles sempre foram tratados de forma mais tímida e com menos preocupação. Fato que já foi substituído pelas informações de fácil acesso e claramente pelo aumento desenfreado do consumo. Transformamo-nos em uma sociedade consumista e isso nos traz grandes consequências quando a questão de geração de Resíduos.
            Para Fellenber (1995) apud Santos e Neto (2009), entende-se por lixo, todos os detritos sólidos e pastosos produzidos pela atividade humana. 
No Brasil o termo limpeza urbana foi iniciado em 1880 no Rio de Janeiro quando o então Imperador D. Pedro II, quando foi assinado o decreto nº 3024, que tratava sobre limpeza e irrigação Urbana. A partir desta data passou por várias alterações até chegar ao que conhecemos hoje.
Palmas, capital do Estado do Tocantins, o mais novo do Brasil, teve grande crescimento urbano nos últimos anos, se fazendo assim necessário maior atenção no tocante à produção e gerenciamento de resíduos sólidos.
Segundo Finco; Valadares e Silva [21--], a geração de resíduos em Palmas não difere de outras cidades brasileiras no que se refere a volume e complexidade da produção. Portanto, existe uma preocupação por meio da administração municipal quanto à coleta, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos produzidos por sua sociedade.
            Por ser uma cidade planejada pensando no meio ambiente, Palmas conta com várias áreas verdes pela cidade, e é notório o respeito existente com a fauna e a flora.
A partir desta visão foram desenvolvidas políticas para gerenciamento adequado de resíduos sólidos, e um dos grandes avanços foi a eliminação do lixão de céu aberto e a implantação do aterro sanitário municipal que é modelo para várias cidades do estado.
Ainda assim existe a necessidade de métodos mais eficazes no que se refere a destinação final do lixo, e no aproveitamento de seus benefícios.
No município em estudo foi realizada uma pesquisa da Prefeitura Municipal, assim como de algumas universidades locais que quantifica a produção de resíduos entre 120 e 130 toneladas de lixo por dia, onde apenas 0,4% de todo o resíduo é de material reciclável que vai para as cooperativas.
Todo o restante dos resíduos é direcionado para o aterro sanitário Municipal. Porém uma pesquisa realizada por estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT) constatou que no aterro não há tratamento adequado para os resíduos recebidos.
 

Os resíduos a serem descarregados não passam por nenhum processo de seleção. A forma de tratamento é a digestão anaeróbia, pura e simples 2 . Considerada apenas uma forma sanitária de tratamento, já que a inertização do lixo (término das reações orgânicas alcançando-se o estágio de mineralização) pode demorar dezenas ou até centenas de anos. (FINCO; VALADARES; SILVA, p. 8, [21--]). 

O aterro sanitário fica situado a 26 km do centro da cidade, em uma área que pertence ao assentamento São João, o aterro abrange uma área de 53 hectares (ha¹).
O lixo é separado em três categorias: lixo doméstico, lixo proveniente de construção e lixo hospitalar.  Cada categoria recebe tratamento diferenciado no aterro.
O lixo doméstico é colocado em valas e depois de compactado é coberto por uma camada de argila. Este revestimento é feito quando a camada de lixo compactada chega a um metro de espessura. O lixo proveniente de construção civil é reutilizado como revestimento pavimentação e construção de encostas, produção de areia, pedriscos e brita, e usada também em terraplanagem como é indicado na Lei 1165/02 Art. 1º parágrafo III.
 Enquanto isso os resíduos hospitalares ganham tratamento diferenciado tanto pelo seu nível de contaminação quanto pela periculosidade de contato direto, este por sua vez é colocado em valas específicas que tem em média 2,5 metros de profundidade, e recebe o mesmo processo do lixo domiciliar.
Existe na cidade a lei nº 1165 de 30 de novembro de 2002 que institui a coleta seletiva de lixo no município de Palmas e dá outras providências, onde consta no Art. 6º, § 1º que as unidades de tratamento do lixo serão feitas por cooperativas e associações. Apesar de a lei de coleta seletiva já estar implantada a mais de 10 anos, apenas duas quadras da cidade contam com este serviço sendo elas a arse 81, e arse 91.
Esta coleta é feita pela prefeitura Municipal de Palmas, assim como por uma cooperativa e uma associação ASCAMPA (Associação dos catadores e catadoras de materiais recicláveis da região centro norte de Palmas), COOPERAN (Cooperativa de produtos recicláveis do Tocantins).  Sendo que a ultima foi criada em 20 de maio de 2004, situada no setor Santa Bárbara, sendo alterada em 2007 para a área Industrial.
A urbanização deu um salto gigantesco nos últimos anos e com isso, o aumento na produção de resíduos também cresceu muito, a sociedade palmense precisa de políticas mais voltadas para a conscientização quanto a coleta seletiva, que apesar de ser notável a necessidade ainda inexiste.
            As iniciativas são as melhores, como o trabalho realizado pelas cooperativas de reciclagem que tem o total apoio da prefeitura municipal. Isso mostra que estamos no caminho certo. E que é possível sim chegar a uma comunidade sustentável e com uma menor produção de resíduos.

 
SILVA, Joseilda Brito et al. Gerenciamento dos Resíduos Sólidos em Palmas- TO. Palmas,2013.

DESCARTE INADEQUADO DE MEDICAMENTOS


       

     A presença dos medicamentos vencidos nas residências se dá pela facilidade de aquisição destes produtos por meio do consumidor, que através do princípio da prevenção acredita que estará sempre mais seguro com a proximidade do medicamento.
            O problema se encontra na falta de gerenciamento adequado para estes produtos adquiridos, uma vez nas chamadas “farmacinhas” muitas vezes são esquecidos e só lembrados no momento de necessidade, ou mesmo o abandono de tratamentos, deixando o restante que jamais serão usados novamente guardados, depois de vencidos, ou que o uso não seja mais necessário é que surge a questão, onde descartar?

            A pergunta é pertinente, mas a resposta é que não temos muitas opções sobre o que fazer com eles além de jogar no lixo, na pia ou no vaso. Não existem muitos locais de coleta e nem em todas as cidades tem estes pontos. “É importante existir o intercâmbio de informações entre órgãos reguladores e empresas com o objetivo final de encontrar a melhor solução para os problemas envolvidos no gerenciamento de resíduos de medicamentos.” (FALQUETO, E. et al , 2006, p. 5).

1.3   REQUISITOS LEGAIS PARA O DESCARTE DE MEDICAMENTOS NO BRASIL


No Brasil ainda não existe regulamentação especifica no âmbito nacional relacionada ao gerenciamento e destinação ambientalmente correta de resíduos de medicamentos descartados pela população. Porém existe uma diversidade de regras, normas e inciativas nos estados e municípios de recolhimento, doação e descarte feito pela população.

            As Resoluções RDC 306/2004 da ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que dispõe sobre o gerenciamento interno e externo dos Resíduos de Serviços de Saúde, e do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) 358/2005 (39) que dispõe sobre competências aos órgãos ambientais e o destino final destes resíduos, abordam o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e todas as suas etapas.

Em um senso comum estas resoluções classificam os resíduos de serviços de saúde, em cinco grupos:

• Grupo A – resíduos infectantes, com possível presença de agentes biológicos;

• Grupo B – resíduos contendo substâncias químicas;

• Grupo C – rejeitos radioativos;

• Grupo D – resíduos comuns; e,

• Grupo E – materiais perfurocortantes.

Os medicamentos se encaixam no grupo B, pois possuem em seus compostos elementos químicos além de elementos biológicos.

Embora as reações ocorridas pela presença de medicamentos no meio ambiente não estejam totalmente claras, estudos comprovam que a presença destes elementos nos afluentes aquáticos está causando alterações nos organismos aquáticos, resultando em desequilíbrio e alteração de suas populações.

Segundo (MAROSTEGA, V. et al. 2009) as características químicas dos medicamentos apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente pois seus resíduos possuem alguns componentes resistentes e de decomposição lenta e difícil que podem contaminar o solo e a água.

Alguns medicamentos contêm elementos químicos perigosos que quando em contando com organismos pode ocasionar o efeito de bioacumulação, tendo assim enfeito direto na saúde humana através da cadeia alimentar.

Estudos recentes também comprovam que estes elementos continuam ativos até mesmo quando este elemento já passou pela estação de tratamento. De forma direta estes químicos voltam para nós na água que consumimos diariamente, causando assim a contaminação, onde é colocada em risco a saúde humana e dos demais animais que participem do mesmo processo ou da mesma cadeia alimentar.

“Dentre os fármacos considerados de importância ambiental devido às quantidades consumidas, toxicidade e persistência no ambiente, estão os beta bloqueadores, analgésicos e anti-inflamatórios, hormônios esteroides, citostáticos e drogas para tratamento de câncer, compostos neuro-ativos, agentes redutores de lipídeos no sangue, antiparasitas e antibióticos.” (CARVALHO, E. V. et al. 2009 p. 1).

Existe também uma preocupação no caso de descarte em lixo comum, pelo risco de intoxicação das pessoas que poderão ter algum tipo de contato com estes medicamentos. Geralmente crianças e pessoas carentes que estejam presentes nos lixões podem ingerir estes medicamentos vencidos, ou mesmo através do toque, já que depois de vencidos, estes químicos sofreram reações adversas, podendo transformar-se em resíduos perigosos.

“Outros problemas observados foram à modificação da comunidade microbiana do solo, incluindo o desenvolvimento de resistência bacteriana e a inibição do mecanismo natural de descontaminação para pesticidas e outros xenobióticos”. (BILA, 2003).
 
            Diante da problemática apresentada, vemos a fragilidade do meio ambiente e de nossa saúde, portanto temos parcela significativa na forma como o meio ambiente está sendo afetado por nossas ações, sejam elas conscientes ou feitas de qualquer forma por falta de informação.

            Embora não sejam claras ainda as reais consequências da presença destes elementos no meio ambiente, é sabido que ele afetará a saúde humana e do meio ambiente de variadas formas, direta ou indiretamente. Mas que sempre volta para o ser humano.

            Cabe à população se conscientizar que descarte de medicamentos no lixo comum é perigoso e que isso pode alterar a nossa qualidade de vida, afinal todo elemento tem um ciclo, e quando um ciclo natural tem a interferência do ser humano ele tende a entrar em desequilíbrio, como é o caso da saúde pública que vem por meio da poluição do meio ambiente.

 FONTE: SILVA, Joseilda Brito. Problemática, Descarte Inadequado de Medicamentos. Palmas, 2013.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

EU AMBIENTALISTA é Fonte de Pesquisas Acadêmicas - Estamos Orgulhosos!!!

Com menos de dois anos de existência o Blog Eu Ambientalista se transformou em um instrumento e fonte de pesquisas acadêmicas.
Ao longo desse período, temos feito postagens dos mais diversos temas, todos relacionados ao Meio Ambiente. Com um trabalho sério e vasta pesquisa, analisamos e selecionamos muito bem as postagens feitas para o público, procurando sempre informar e instigar o surgimento de um senso crítico em nossos leitores.
Nós, do Blog eu Ambientalista agradecemos a todos que acessam e colaboram para a melhoria do blog, com críticas, comentários e sugestões. Nos sentimos parabenizados por termos internautas dos mais diversos estilos e culturas.
Antes que eu esqueça, devo dizer a todos que este blog é acessado de várias partes do mundo, podendo citar mais de 25 países, assim podemos dizer que já é um blog de público internacional. Este público já é responsável por aproximadamente 25% dos acessos do blog.
A imagem abaixo apresenta algumas estatísticas do blog.


Veja alguns comentários de nossos internautas:

 CARA, BOM TEXTO, VLW MSM !!
SOU ESTUDANTE DO 5º PERÍODO DE ENG. FLORESTAL-UFPI!! VC ME AJUDOU MUITO KKK NO MEU SEMINÁRIO E COM CERTEZA O ENDEREÇO DO SEU BLOG ESTARÁ NA BIBLIOGRAFIA !! 


Boa tarde, meu nome é Diêgo sou estudante de Engenharia Ambiental na cidade de João Pessoa Paraíba, região Nordeste do Brasil, fico feliz quando estou fazendo pesquisas para trabalhos acadêmicos e encontro blogs como esse, isso mostra que ainda existem pessoas que se envolvam em causas ambietais. Essa reportagem sobre as usinas hidrelétricas foi de grande ajuda e inspiração, para um trabalho que um professor meu de Poluição e Degradação Ambiental passou, para citarmos um incidente ambiental e identificar seus componentes ambientais, sua forma de poluição e os prejuízos causados pela construção, não só de hidrelétricas como também de qualquer outro tipo de obras de dimensões grandes e tão impactantes quanto esta.


Manual Prático de Gestão Socioambiental Por: Julis Orácio Felipe O risco socioambiental é um risco financeiro. Atualmente, empreendimentos são monitorados ao extremo, não somente pelo poder público como pela sociedade em geral. Para proteção do patrimônio empresarial e sua função social é importantíssimo que o empreendedor fique atento a estes requisitos, sob pena de severas perdas, principalmente perdas financeiras e de imagem empresarial. Mas como proceder, se a legislação socioambiental brasileira é complexa desde seu nascedouro, nossa Constituição Federal? A idéia deste curso é orientar assessores e consultores, bem como os titulares de empreendimentos, de como realizar uma metódica atividade de Due Dilligence, ou seja, como verificar se a unidade empresarial atende aos requisitos legais, a fim de dar segurança para a gestão do negócio. Este método de verificação pode ser aplicado a todo tipo de empreendimento, independente de porte, gerando uma série de produtos que em GESTÃO AMBIENTAL

Comprei na loja de Londrina, muito boa, na minha casa nem parece que bate sol mais em TINTA TÉRMICA ECOLÓGICA

BIORREMEDIAÇÃO: Entenda um pouco mais

Fonte: Google Imagens A biorremediação é a técnica que consiste na aplicação de processos biodegradáveis no tratamento de resíduos p...